Educação e construção identitária da personagem central do romance Estela sem Deus de Jeferson Tenório
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Resumo
Este artigo apresenta uma análise sobre o romance Estela sem Deus, do autor Jeferson Tenório (2022) na qual buscou-se demonstrar as experiências da formação educativa e da construção identitária como pilares capazes de alterar o "exorcismo" imputado ao corpo feminino negro. Nesta produção, objetivou-se reconhecer como uma obra literária a narrativa ficcional em primeira pessoa de uma adolescente, exposta a diversas vulnerabilidades e, por conta delas, a constantes migrações, cria e revela sentidos da relação do corpo e da mulher negra na sociedade brasileira nos primeiros anos da década de 1990. Como aportes teóricos o presente estudo se fundamenta em diversos textos teóricos que discutem a receptividade social do corpo negro; o problema da identidade no século XX; as questões relacionadas ao feminismo e ao gênero feminino; a filosofia da diferença, tendo como exemplo a representação literária; a literatura contemporânea brasileira que tematiza corpos e heterotopias marginais e a importância de trazer estas produções literárias ao debate e, assim, construindo um novo currículo escolar que oportunize a visibilidade e representação da mulher negra no Brasil. Por fim, esta produção apresenta uma análise que objetivou alicerçar seus argumentos a partir da exploração e interpretação da obra literária de Jeferson Tenório, no seu livro Estela sem Deus (2022) e observar como a literatura problematiza a identidade da mulher negra no Brasil e o papel da educação na formação da subjetivação feminina.
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